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BOLETIM - 5/11/2007

UGEIRM Sindicato
Dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS Porto Alegre

Chefia de Polícia tenta frustrar paralisação

Para tentar frustrar a paralisação dos agentes policiais, a Polícia Civil decidiu realizar uma operação especial justamente nos dias agendados para o protesto da categoria. Todas as delegacias regionais receberam comunicado assinado pelo delegado substituto do Departamento de Polícia do Interior.  Segundo consta, a determinação é “superior”. Em bom português, parte da Chefia de Polícia.

O presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz, reafirma que a paralisação de dois dias será mantida nos dias 6 e 7 de novembro e está dentro dos limites da legalidade. As orientações para registro de ocorrência nesses dois dias permanecem inalteradas: homicídio, latrocínio, suicídio, estupro, atentado violento ao pudor, lesão corporal grave e todos os registros que tenham crianças e idosos entre as vítimas.

A Ugeirm sublinha que o protesto de dois dias acolhe legítima revolta da categoria, conforme indicativos aprovados em diversas reuniões realizadas pelo interior e deliberação ocorrida em Passo Fundo. A Chefia foi oficialmente informada da data do nosso protesto no dia 31 de outubro: o protocolo de recebimento encontra-se em poder do sindicato. No dia 1° de novembro – santa coincidência! – seguiu o comunicado do DPI para as regionais.

Não existe operação especial feita em cima da hora, sem prévio planejamento, sem levantamento dos locais, sem inteligência, sem coletes, sem hora-extra, sem salário justo, sem direito de aposentadoria, com excesso de carga horária e com a metade do efetivo do previsto. “Na opinião do sindicato, a atitude da Chefia acirra ânimos. Esse é o novo jeito de intimidar de um governo que se omite”, critica Ortiz

O sindicato irá procurar, nesta segunda-feira (5), o Ministério Público, a quem compete fiscalizar a Polícia Civil. “O encontro com o procurador-geral de Justiça, Mauro Renner, já foi solicitado. Vamos aproveitar a oportunidade para denunciar a tentativa de se imiscuir no direito de organização da categoria. Nosso movimento é legítimo, legal, pacífico e ordeiro. Sequer há coletes à prova de balas para operações, equipamento de proteção individual, o que contraria a lei 10.098”, finaliza Ortiz.

NÃO SE INTIMIDE, PROTESTE!

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