Representantes dos policiais civis de todo país estiveram reunidos em Brasília entre os dias 1º e 3 de fevereiro, em evento promovido pela Cobrapol. A Ugeirm participou do encontro na condição de representante dos agentes gaúchos. A principal decisão, tomada por unanimidade, é o lançamento de uma campanha de valorização da categoria, com previsão de um ato público de abrangência nacional. A construção dessa campanha dependerá de mobilizações regionais e articulação junto às bancadas federais de todos os estados.
A campanha terá quatro temas reivindicatórios: apoio à PEC 446 (instituição do piso nacional dos profissionais da segurança pública), elaboração de uma lei orgânica nacional, carreira única e garantia de aposentadoria diferenciada.
“Poucas vezes a segurança pública no Brasil teve tanto espaço de debate. Estamos distantes de conquistas ainda, mas não podemos perder este momento, até porque é ano eleitoral e a segurança pública está na agenda. A imprensa internacional tem chamado a atenção para a violência como debilidade do país nos grandes eventos esportivos que o Brasil vai sediar. As discussões são intensas, tais como as que aconteceram na Conseg. Mas nossas mazelas, conhecidas dos colegas, são urgentes. Começam a ganhar mais repercussão junto à sociedade e, principalmente, começamos a ter, de fato, um movimento nacional com organização”, disse Fábio Nunes Castro, diretor de Assuntos Intersindicais. Também participaram do encontro os diretores Carlos Lacedi Passos, Luiz Henrique Lamadril e Antônio Carlos Pinto Rosa (presidente do núcleo da Ugeirm em Pelotas).
As lideranças dos policiais civis também aprovaram uma nota de repúdio contra o decreto presidencial que criou a bolsa-copa e a bolsa-olímpica a ser divulgada pela Cobrapol e por todas as entidades que participam do movimento.
Articulações
Dirigentes da Ugeirm mantiveram audiência com o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, e com o deputado federal Afonso Hamm (PP/RS). Balestreri considerou legítimas e importantes as críticas do sindicato quanto ao recuo do governo federal em ampliar o teto de vencimentos para quem pode pleitear a bolsa-formação. Segundo ele, a dificuldade deu-se no Ministério do Planejamento, mas é importante seguir defendendo a ampliação do programa. O deputado Afonso Hamm comprometeu-se a apoiar as causas da segurança pública, especialmente a luta pela instituição do piso salarial da categoria.
*Com informações da Cobrapol